A fábrica do preconceito
A mídia tem um poder de influência muito grande nos dias de hoje. Ela pode ditar uma nova forma de exclusão social, como por exemplo, a discriminação de negros, gays, mulheres, nordestinos, entre outros grupos, através de imagens estereotipadas e destorcidas. Ela apresenta esses grupos dessa forma, com o argumento de legitimação das diferenças, e às transformam em desigualdades, é isso que nos leva a ver o outro como um estranho, separando-o do resto da sociedade.
É muito difícil o racismo fazer parte dos noticiários, apesar de existir com grande freqüência no Brasil. Os negros, por exemplo, representam quase a metade da população brasileira, mas ainda sofrem com vários tipos de preconceitos e são privados de espaços e poder. A mulher quando não é vitima de machismo a todo o momento por parte de declarações infelizes, é vista como meio de entretenimento com apelo sexual. Os gays que são bombardeados por religiosos de várias crenças. Todos esses grupos são mostrados de maneira estereotipada pelo discurso da mídia.
Além das mídias chamadas tradicionais a internet chega com toda força no sentido de ajudar no aumento de práticas discriminatórias. Pelo seu aspecto livre e praticamente sem controle. Faz com que o racismo e principalmente a xenofobia ganhe notoriedade. Como no caso da estudante de direito Mayara Petruso que declarou em seu twitter “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”, pelo menos neste caso ela foi processada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco. Compreender o imaginário social que se alimenta desses discursos preconceituosos e taxativos, seria uma forma de reconhecermos que essa discrepância existe e precisa ser erradicada.
Em alguns poucos casos a mídia trata da luta contra o racismo, a discriminação racial e xenofobia, mas ainda está longe do ideal para a erradicação desse problema, que pra muitos, principalmente os formadores de opinião ou grandes veículos de comunicação que continuam negligenciando o fato. Sobre essas questões é preciso ampliar o compromisso de um novo enfoque na luta contra o racismo e outras formas de preconceitos.
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